CRF-BA ALERTA SOBRE RISCOS DO COMÉRCIO ILEGAL DE MEDICAMENTOS INJETÁVEIS PARA EMAGRECIMENTO

Na manhã de hoje, 12 de março, o presidente do Conselho Regional de Farmácia da Bahia, Dr. Mário Martinelli, concedeu entrevista sobre o aumento de assaltos em farmácias motivados pelo roubo de canetas emagrecedoras. O tema trouxe à tona a discussão da venda irregular de medicamentos injetáveis usados para emagrecimento.
As canetas com tirzepatida (Mounjaro) e semaglutida (Ozempic e Wegovy), que vêm sendo desviadas e comercializadas no mercado paralelo são de uso controlado e só podem ser vendidos em farmácias mediante prescrição médica e retenção da receita, conforme determinação da Anvisa. A comercialização fora desses canais, como em redes sociais, marketplaces, grupos de mensagens ou de forma fracionada, é ilegal e coloca em risco a saúde da população. Muitos desses produtos são falsificados, contrabandeados ou manipulados de forma irregular, sem qualquer garantia sobre sua procedência, composição ou armazenamento.
A aplicação incorreta, por falta de orientação profissional, pode resultar em doses excessivas e complicações sérias. O uso sem acompanhamento médico pode causar efeitos adversos graves, como pancreatite, hipoglicemia, obstruções intestinais, distúrbios visuais e até ideação suicida.
Para reforçar o controle, a Anvisa publicou a RDC nº 973/2025, que estabelece regras rígidas para medicamentos que contêm agonistas do receptor GLP-1, como semaglutida, tirzepatida, liraglutida, dulaglutida e lixisenatida. A norma determina a retenção obrigatória da receita original, validade de 90 dias e proíbe a manipulação dessas substâncias em farmácias magistrais.
O CRF-BA reforça que o fracionamento, a revenda e a entrega desses produtos por pessoas não habilitadas configuram crime contra a saúde pública, com penas que podem chegar a 15 anos de prisão.
É fundamental que a população compreenda que não existe medicamento seguro sem orientação e acompanhamento profissional!
O Conselho Regional de Farmácia da Bahia continuará atuando em parceria com outras instituições, como a Vigilância Sanitária e a Polícia, para coibir o comércio ilegal e garantir o uso seguro e responsável desses medicamentos. A população também pode e deve colaborar, denunciando práticas suspeitas aos órgãos competentes.






