7º SEMINÁRIO DE TOXICOLOGIA CLÍNICA CONTA COM O APOIO DO CRF-BA
Na manhã de hoje, 27 de agosto, ocorreu o primeiro dia do 7º Seminário de Toxicologia Clínica, que tem como tema “Toxicologia Clínica Contemporânea: Integrando Conhecimento, Prática e Prevenção”, na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, no bairro do Cabula, na capital baiana.
Este seminário, que contou com o apoio do CRF-BA, tem como propósito discutir os avanços e desafios da Toxicologia Clínica na atualidade, promovendo a integração entre diferentes áreas do conhecimento, e integra a programação da IX Semana de Prevenção às Intoxicações, promovida pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Bahia – CIATox-BA, que neste ano celebra seus 45 anos de atuação.
Reconhecido como Centro de Referência em Toxicologia para o Nordeste e demais regiões do Brasil, o CIATox-BA oferece assistência e orientação toxicológica especializada 24 horas por dia, além de desenvolver atividades de ensino, pesquisa, vigilância e prevenção em saúde.
A abertura do evento foi seguida por uma mesa-redonda para abordar a Toxicologia Clínica Contemporânea, tendo o farmacêutico e diretor do CIATox-BA como mediador.
A primeira palestrante foi Patrícia Drumond, presidente da Associação Brasileira de Centros de Informação e Assistência Toxicológica e Toxicologistas Clínicas – ABRACIT, e também médica plantonista do CIATox-BH. Em sua interessante apresentação, “A Toxicologia Clínica no Brasil: a situação atual e perspectivas”, Patrícia, que tem 20 anos de experiência na área, pontuou que a Toxicologia é complexa e ainda há muita coisa para se estudar. Além disso, trouxe a história dos venenos e peçonhas até a Toxicologia Clínica se tornar um campo de estudo. Sobre as perspectivas, há uma expectativa de Portaria com previsão de verba e custeio mensal dos Centros, o que ajudará no desenvolvimento e maior assistência à saúde da população brasileira.
Em seguida, Rafael Lanaro, que é presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia – SBTox e farmacêutico do CIATox-Campinas, destacou que o número de intoxicações vem crescendo ano após ano. Ele também falou sobre antídotos e antagonistas, e pontuou que o uso incorreto pode agravar a situação de saúde. Para ele, mudar esse cenário exige a implementação da Política Nacional de Antídotos. Nesse contexto, há algumas dificuldades, como o custo elevado, as patentes, a baixa produção nacional e a dificuldade de disponibilidade geográfica, de acordo com a localização dos Centros, que estão concentrados em algumas regiões e não existem em outras.
Para fechar a manhã com chave de ouro, Jucelino Nery abordou o tema “Potenciais Impactos da Crise Climática sobre a Ocorrência de Intoxicações”, em que destacou que uma mudança em uma área, como na temperatura do planeta, influencia e repercute em outras. Como exemplo, se há mais calor, isso favorece o crescimento de bactérias como a Salmonella nos alimentos, o que aumenta o risco de intoxicação alimentar.
O evento continua amanhã. Confira o site e aproveite a programação.